Projeto SPIN Women arranca em Budapeste
Reunião de dois dias sobre a inclusão das mulheres no desporto contou com a participação do Sindicato dos Jogadores.
Decorreu em Budapeste, na Hungria, a primeira reunião do projeto SPIN Women, que tem como principal objetivo promover a inclusão das mulheres no e através do desporto, em particular as que provêm de minorias étnicas, migrantes e refugiadas.
O Sindicato dos Jogadores, um dos sete parceiros europeus do projeto, esteve representado na reunião pelo seu presidente e vice-presidente, Joaquim Evangelista e José Carlos, respetivamente.
No primeiro de dois dias de reunião, Gibril Deen, da Mahathma Gandhi Humans Rights Organization (MGHRO), abordou a situação política na Hungria, nomeadamente as restrições impostas pelo governo às Organizações Não Governamentais (ONG’s) que apoiam os refugiados e migrantes, dificultando o seu trabalho.
Balog Gyongyi, uma professora de Educação Física e ativista de etnia cigana, cujo trabalho visa combater a marginalização, fez um enquadramento histórico e social das etnias ciganas na Hungria, identificou os principais problemas de integração e deu a conhecer os exemplos de sucesso.
Foi ainda abordado o plano de ação e respetivas atividades, por país e parceiro, durante o biénio 2019-2020.
O Sindicato dos Jogadores é responsável, entre outras atividades, por organizar um Focus Group, participar num European Training and Connecting Stakeholders, produzir uma edição especial da revista feminina “W”, dedicada ao projeto, e um meeting to women´s football event, em Lisboa.
No segundo dia de trabalho, os representantes da Federação Irlandesa de Futebol (FAI), um dos parceiros do projeto, apresentaram os resultados de uma investigação sobre as barreiras que as treinadoras têm de ultrapassar para concluírem a sua formação.
Nos próximos dois anos, o projeto SPIN Women vai focar-se nas estratégias de inclusão de mulheres (refugiadas e migrantes) através do desporto, por configurar um desafio e uma problemática identificada um pouco por toda a Europa. É manifesta a segregação de mulheres por razões políticas, sociais e culturais, daí o desafio acrescido de as (re)integrar num contexto pós-migração.
Além do Sindicato dos Jogadores, fazem parte do projeto SPIN Women os austríacos do VIDC-Fairplay (coordenadores), a FAI (Irlanda), a Camino (Alemanha), a Mahatma Gandhi Humans Rights Organization (Hungria), a Liikkukaa (Finlândia) e a UISP (Itália).
O projeto é apoiado e financiado pelo programa Erasmus+, da Comissão Europeia.



