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Sindicato apoia Amessan, impedido de jogar


Costa-marfinense privado de exercer a sua atividade profissional, pela intransigência do Racing FC.

O futebol é um mundo de sonhos, mas também é capaz de tratar de forma desumana os seus protagonistas, os jogadores. Amessan é um exemplo disso mesmo.

O jogador costa-marfinense está preso a um contrato que o impede de jogar mesmo sem receber salário, devido a um braço-de-ferro com o clube Racing FC, do Luxemburgo.

O pesadelo de Amessan inicia-se no final da época 2016/17, quando é dispensado pelo Racing FC. Desde abril de 2017 que não recebia a remuneração acordada com o clube e, por decisão da equipa técnica, foi informado de que se encontrava dispensado, por não fazer parte dos planos para a época seguinte.

O avançado de 27 anos recebeu, inclusivamente, ordem de abandono do apartamento em que estava alojado, onde ainda se conseguiu manter até à pré-época 2017/18, já com ameaças de despejo. 

Ao solicitar a formalização da sua dispensa, os responsáveis do Racing informaram-no que indo jogar para outro país não era necessária qualquer declaração, já que o seu estatuto era de amador.

Face ao sucedido, Amessan regressa a Portugal (mais concretamente a Coimbra), país no qual já tinha jogado e onde tem vários amigos. Através de um intermediário, recebe o convite para jogar no Olhanense.

O Olhanense celebra um contrato com o jogador, estabelecendo um pagamento mensal, mais alojamento.

É já em Olhão que surgem os problemas, quando após requerer a transferência internacional, a Federação do Luxemburgo se recusa a desvincular desportivamente o jogador, porque o Racing se opõe à sua “libertação”.

O problema arrasta-se e é, então, que o jogador recorre pela primeira vez ao Sindicato, que após ter conhecimento da situação o apoia financeiramente, para que pudesse viajar até ao Luxemburgo e reunir com os responsáveis do Racing, de modo a desbloquear a sua situação desportiva.

Chegado ao Luxemburgo, já em novembro de 2017, o jogador é impedido de entrar nas instalações do Racing, sob ameaça de ser chamada a polícia. Acabou por regressar a Portugal e ao Olhanense.

Os representantes do Olhanense continuam a acompanhar o caso até que termina o prazo para transferências internacionais em Portugal, sem que o jogador pudesse ser inscrito.

Aí o caso muda de figura e o Olhanense, que até então assegurou o alojamento do jogador, mulher e filhos a seu cargo, obriga-o a abandonar o apartamento que lhe havia disponibilizado.

Neste momento, Amessan está impedido de exercer a sua atividade profissional e vê-se abandonado por quem assumiu um compromisso para consigo, sem qualquer rendimento.

O drama vivido por Amessan, contado na primeira pessoa, encontra-se disponível AQUI.

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