
No dia 13 de março de 2026, demos o pontapé de saída com a apresentação das nossas embaixadoras, em áreas fundamentais para o desenvolvimento da carreira de qualquer futebolista e fortalecimento da sua relação com a comunidade.
Reafirmamos o compromisso com a defesa dos direitos dos jogadores e com a sua valorização plena, dentro e fora do contexto desportivo. Para o Sindicato, as jogadoras não são apenas atletas. São pessoas multidimensionais, com percursos, desafios e ambições nas esferas pessoal, profissional e social. É com esta visão integrada que trabalhamos e é também sob esta perspetiva que estruturámos a reflexão que propomos.
Foi por isso que decidimos associar uma embaixadora a cada uma das seis causas consideradas fundamentais pelo Sindicato dos Jogadores, numa visão holística da jogadora: a educação, a inclusão e diversidade, a maternidade, a saúde mental, a igualdade de género e o empreendedorismo.
Estas são as embaixadoras escolhidas pelo Sindicato dos Jogadores:

Durante muito tempo, as jovens atletas ouviram que tinham de escolher entre a escola e o futebol. Hoje sabemos que essa escolha não devia existir. A educação dá ferramentas para o jogo, para a vida e para o futuro. Falar de educação é falar de autonomia, pensamento crítico e igualdade de oportunidades dentro e fora do desporto.
Escolhemos a Catarina Realista, para embaixadora da educação, pelo exemplo que representa na conciliação entre o futebol e a formação académica. A Catarina investiu na sua formação, tendo um MBA em administração e gestão de empresas. Acreditamos que o seu exemplo vai inspirar as novas gerações a seguir o caminho da formação superior.

A relação com a comunidade e a capacidade de colocar o desporto ao serviço da sociedade constituem igualmente pilares da nossa atuação. Enquanto voz das jogadoras, queremos também que elas sejam protagonistas e embaixadoras dos valores e das causas que defendemos: inclusão, respeito pela diversidade, dignidade e oportunidade.
Pela sua experiência de vida e características humanas, convidámos a Rute Costa para ser a embaixadora da inclusão e diversidade.

Quando falamos de atletas, falamos muitas vezes de força, resiliência e superação. Raramente falamos do que não se vê: ansiedade, pressão, medo de falhar. No futebol feminino, as mulheres lidam ainda com expectativas sociais e insegurança profissional. Trazer a saúde mental e a da mulher para o centro da conversa é reconhecer que cuidar da mente também é um ato de coragem.
Por ter tido a resiliência suficiente para ultrapassar duas roturas do ligamento cruzado anterior e manter-se no ativo com a mesma força de sempre, convidámos a Madalena Marau para ser a embaixadora da saúde mental.

Durante anos, a maternidade foi vista como um ponto final na carreira de uma atleta. Hoje começa a ser encarada como parte da vida — mas ainda com muitos obstáculos. Falar de maternidade e parentalidade no futebol é falar de direitos, escolhas e igualdade. Esta causa lembra-nos que ser atleta e ser mãe é um direito e não um privilégio.
Felizmente, a Beatriz Cameirão conseguiu conciliar os dois papéis, o de jogadora e o de mãe. Partindo do seu exemplo pessoal, decidimos convidá-la para embaixadora da maternidade, inspirando outras jogadoras a não terem receio de serem mães.

A igualdade de género constitui uma das prioridades estratégicas da nossa ação. O combate a qualquer forma de atropelo dos direitos das jogadoras de futebol é uma missão que assumimos com responsabilidade acrescida, particularmente numa fase de crescimento e profissionalização do setor. Acreditamos que o desenvolvimento sustentável do futebol exige justiça, equidade e oportunidades iguais para todos.
Pelo seu percurso no futebol nacional e internacional e pela relevância que tem no panorama desportivo e na Seleção Nacional, convidámos a Tatiana Pinto para ser a embaixadora da igualdade de género.

A carreira de uma jogadora não dura para sempre, mas a identidade e o talento vão muito além do campo. As qualidades que se desenvolvem ao longo da carreira, nomeadamente as soft skills, em particular na sociedade atual, podem ser utilizadas de forma estratégica. O empreendedorismo surge como uma forma de independência, criatividade e liberdade financeira sendo, também um ato de empoderamento. Esta causa convida-nos a pensar o futuro das atletas com visão, ambição e segurança.
A Rita Fontemanha, por todo o envolvimento que tem nas causas defendidas pelo Sindicato dos Jogadores e FIFPRO, tendo participado recentemente no projeto Erasmus+ ROGE25, é a jogadora ideal para ser a embaixadora do empreendedorismo.