Fundação da FIFPRO
Fundação da FIFPRO, criada pelos Sindicatos dos Jogadores de França, Escócia, Inglaterra, Itália e Países Baixos, que se reuniram em país para criar a organização global representativa dos jogadores profissionais de futebol.
Fundação da FIFPRO, criada pelos Sindicatos dos Jogadores de França, Escócia, Inglaterra, Itália e Países Baixos, que se reuniram em país para criar a organização global representativa dos jogadores profissionais de futebol.
Primeiro congresso da FIFPRO, no qual Bobby Charlton é nomeado o primeiro presidente da organização.
Jim Janssen van Raaij, mais tarde presidente, apresentou “A posição legal do jogador profissional de futebol”, um estudo sobre o sistema de transferências. Uma das posições defendidas era garantir a liberdade para os jogadores escolherem os clubes no final dos seus contratos sem terem de pagar qualquer compensação.
A FIFPRO é formalmente reconhecida como uma associação internacional representativa dos direitos dos jogadores de futebol.
Em 23 de fevereiro de 1972 foi constituído o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol. A primeira comissão diretiva, composta por Artur Jorge, Eusébio, António Simões, Fernando Peres, Rolando, Manuel Pedro Gomes e João Barnabé, entre outros, no primeiro comunicado que emitiu exigiu o fim da “lei da opção” e respeito pelas garantias laborais dos jogadores.
A FIFPRO anuncia a sua intenção de realizar um Congresso anual. O sindicato dos jogadores franceses organizou um congresso especial, no qual compareceram mais de 300 jogadores, com o objetivo de mudar o regulamento de transferências gaulês. No dia seguinte, uma equipa composta por jogadores da FIFPRO, entre os quais António Simões e Artur Jorge, realizou um jogo de solidariedade frente ao sindicato francês. No seguimento deste congresso, realizou-se a primeira greve no futebol francês.
Adesão do Sindicato dos Jogadores de Portugal à FIFPRO.
É aprovada uma resolução no Congresso anual da FIFPRO, que estabelece que os jogadores devem receber uma parte das receitas dos direitos de transmissão televisiva.
Em fevereiro deste ano, a FIFPRO decidiu reformular a organização com uma nova Direção, a criação de uma estrutura financeira e de um novo logo, e a revisão dos critérios para a entrada de novas associações. Foi o início da profissionalização da FIFPRO.
Com o apoio da FIFPRO, Jean-Marc Bosman ganha o seu caso histórico, alterando as regras de transferência de jogadores no futebol profissional.
A FIFA finalmente reconhece a FIFPRO como a representante oficial dos jogadores profissionais de futebol a nível mundial. Em março deste ano, Joseph Blatter, presidente da FIFA, convidou a Direção da FIFPRO para uma reunião em Zurique.
A Comissão Europeia teve um papel fundamental na nova regulamentação de transferências. Juntamente com a FIFA e a UEFA, a FIFPRO apresentou uma alternativa à Comissão Europeia que resultou na criação do Regulamento sobre o Estatuto e Transferência de Jogadores.
Desde que o Sindicato italiano reuniu condições de treino para jogadores sem clube, em 1985, que outros sindicatos replicaram a ideia. O objetivo é que os jogadores fiquem em condições de jogar, ajudá-los a encontrar um novo clube e que continuem as suas carreiras profissionais.
Em 2004, o Sindicato holandês organizou jogos particulares frente às congéneres belga e francesa, o que levou à criação do torneio da FIFPRO no ano seguinte. Na primeira edição, em Chantilly, França, Portugal marcou presença juntamente com o Sindicato local, Inglaterra e Holanda.
É criado o prémio World 11, uma seleção global dos melhores jogadores votada pelos próprios jogadores de futebol.
A FIFPRO cria quatro divisões para otimizar a defesa dos direitos dos jogadores: África, América, Ásia/Oceânia e Europa. Os representantes dos 25 Sindicatos europeus, entre os quais esteve Joaquim Evangelista, reuniram-se para discutir os principais objetivos, como uma cooperação mais próxima entre os Sindicatos e melhorar as condições de trabalho dos jogadores.
A divisão europeia da FIFPRO assinou um Memorando de Entendimento com a UEFA para promover a cooperação, relações amigáveis e união entre o organismo que rege o futebol europeu e a associação internacional de jogadores. O presidente da FIFPRO, Philippe Piat, e o presidente da UEFA, Michel Platini, assinaram o acordo histórico.
O escocês Andy Webster foi o primeiro jogador a invocar com sucesso o 17.º artigo do regulamento de transferências da FIFA, que permite que um jogador com menos de 28 anos termine o seu contrato após três anos (jogadores mais velhos poderão fazê-lo ao fim de dois) sem sofrerem sanções desportivas. Webster trocou o Hearts pelo Wigan e foi obrigado a pagar o que restava do seu contrato como compensação pela quebra do mesmo.
Os peritos jurídicos formam a espinha dorsal na defesa dos direitos dos jogadores. Em 2013, o Sindicato dos Jogadores português recebeu em Lisboa a conferência que a FIFPRO realiza anualmente para juntar os peritos e partilharem conhecimentos. Estas reuniões costumam contar com importantes oradores que ajudam a entender a posição legal dos jogadores. A FIFPRO House é estabelecida como sede da organização.
A FIFPRO mostrou o cartão vermelho à discriminação e ao racismo, uma das principais lutas dos homens do futebol ao longo dos anos. A associação também já criou ações para se manifestar contra outros problemas ligados ao futebol, como o match-fixing.
No ano em que completou o 50.º aniversário, a FIFPRO felicitou os primeiros alunos licenciados através da sua Academia Online. Seis estudantes receberam os respetivos diplomas pelas licenciaturas em Gestão Desportiva, num programa educativo desenvolvido pela FIFPRO e uma universidade dinamarquesa.
É estabelecido o Conselho Global de Jogadores (FIFPRO Global Player Council).
São introduzidos os direitos de maternidade para as jogadoras de futebol profissionais.
Em outubro de 2024, o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) decidiu a favor de Lassana Diarra. A decisão do TJUE declarou que as regras da FIFA sobre transferências eram contrárias ao direito europeu, pois impediam a livre circulação de trabalhadores e a livre concorrência, e que o clube contratante não podia ser considerado solidariamente responsável pela dívida de indemnização.
No 60.º aniversário da FIFPRO, o Sindicato dos Jogadores de Portugal foi o anfitrião do Congresso anual da FIFPRO, que juntou 67 sindicatos em representação de mais de 70 mil jogadores e jogadoras de todo o mundo.