Um bis para a tão desejada vitória


Rafa Santos marcou dois dos três golos, na primeira vitória do Oriental.

Rafa Santos veio de Fátima até Lisboa, com o objetivo de voltar a estudar, sem deixar a carreira no futebol para trás. Foi no Oriental que viu o projeto que queria abraçar e, apesar do mau começo da equipa, acredita que ainda vão conseguir atingir os objetivos propostos no início da temporada.

No último jogo, o médio de 23 anos bisou e ajudou a que o clube conquistasse a sua primeira vitória no campeonato e, como tal, foi o Craque da Semana do Campeonato de Portugal para o Sindicato dos Jogadores.

Tendo esta vitória, contra o Olímpico do Montijo, sido a primeira e com a tua assinatura, foi especial?
Sim, até porque foi num campo que me diz muito, visto que já joguei no Olímpico do Montijo. É sempre bom conseguir, ou que neste caso a equipa tenha conseguido, dar a volta a este ciclo de resultados negativos que temos tido e, sendo naquele campo, para mim foi especial. Acima de tudo, o mais importante é sempre a vitória. Óbvio que os dois golos sabem sempre bem, mas estávamos já a precisar desta vitória e o grupo merecia.

Pensas que estes três pontos são a motivação de que a equipa precisava?
A equipa já se sentia motivada para dar a volta, porque temos qualidade e nos últimos quatro jogos temos vindo a sofrer muito menos golos. Faltava, realmente, a bola entrar e neste jogo conseguimos isso. De jogo para jogo a equipa tem estado mais coesa e sem dúvida que daqui para a frente os resultados vão ser melhores do que foram na primeira volta.

Qual consideras ser a maior qualidade da equipa?
Acho que temos vindo a evoluir muito defensivamente, daí nos últimos quatro jogos, se não me engano, termos sofrido só um golo, e passa muito por aí. Estamos coletivamente coesos e temos jogadores muito rápidos na frente que podem fazer a diferença. Acho que neste momento, como a equipa está feita, como o míster nos está a trabalhar, e bem, passa muito por aí, pela qualidade defensiva para depois conseguir criar perigo lá na frente.

O que te levou até ao Oriental?
Para já, foi dos poucos clubes de Lisboa que vieram falar comigo e como este ano comecei a estudar na Faculdade de Motricidade Humana (FMH), queria conciliar as coisas. Visto que o Oriental é um clube com bastante visibilidade no nosso campeonato, não foi difícil escolher… E também pelo objetivo que tinha sido delineado no início da época. Pronto, não começámos a corresponder às expetativas, mas, mesmo assim, não me arrependo de todo da decisão, pois acredito que ainda podemos chegar lá, aos nossos objetivos – que passam por ficar nos cinco primeiros lugares.

Como concilias os estudos com o ser jogador de futebol?
É assim, com esta coisa da Covid, podemos assistir às aulas online e isso facilita um bocado, sinceramente. Os meus professores também me ajudam, portanto até tem sido fácil, digamos. Eles sabem da minha situação, que por vezes tenho de chegar mais tarde e entendem perfeitamente. A única coisa a que não estava habituado, porque já não estudava há cinco anos, é o conciliar e organizar o meu tempo para conseguir estudar.

O que esperas do resto da época?
O que espero é muito compromisso da equipa. Vamos dar sempre o máximo em todos os jogos, porque o futebol é um desporto em que nunca sabes qual será o resultado final, por muito que a equipa seja mais forte ou mais fraca que a adversária, nunca sabemos para que lado as coisas vão. Portanto, e falo pela equipa, vamos todos os jogos lutar para ganhar e dar sempre o nosso melhor.

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