“A batalha da afirmação do futebol feminino”


Sindicato dos Jogadores partilha documento sobre a sua atividade, na ótica da jogadora.

Este documento que agora apresentamos traduz uma perspetiva de balanço, desde o diagnóstico realizado em diferentes variantes da atividade da jogadora, à reflexão sobre os temas que carecem de especial atenção pela Federação Portuguesa de Futebol e pelos clubes.

O documento “A Batalha da Afirmação do Futebol Feminino” está centrado na atividade do Sindicato dos Jogadores, na ótica da jogadora, desde março de 2012, ano em que foi criado o Departamento de Futebol Feminino do Sindicato, até à presente data.

Em Portugal, o futebol feminino assume, ainda, um caráter predominantemente amador. A esmagadora maioria das atletas seniores não tem, ainda, condições para fazer da prática desportiva a sua atividade profissional exclusiva. Atualmente, no contexto de pandemia, o futebol feminino está especialmente vulnerável e exposto ao desinvestimento.

O Sindicato dos Jogadores é um dos membros da FIFPro com maior tradição no incremento de políticas de promoção da igualdade de género e no apoio e investimento no desenvolvimento do futebol feminino. Destaca-se a revista “W”, bilingue, dedicada exclusivamente ao futebol feminino, única entre os mais de 65 países que integram a organização.

Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores, destaca a importância deste olhar para o passado, para perspetivar o futuro: “Num momento em que estamos a fazer um balanço da atividade do departamento de futebol feminino do Sindicato dos Jogadores e em que se discutem estratégias de afirmação da mulher e do desporto feminino, a nível nacional e internacionalmente, quisemos criar este documento único no futebol português, que reflete um caminho percorrido e o conjunto de medidas que pretenderemos desenvolver e fomentar, no sentido de garantir o crescimento sustentado e a afirmação das jogadoras. Acreditamos verdadeiramente no trabalho desenvolvido e seguimos articulados com a Federação e a FIFPro na defesa, promoção e reforço do investimento no futebol feminino, que não podem de modo algum ser postos em causa, apesar de todas as dificuldades criadas pela COVID-19.”

Carla Couto, a Jogadora do Século, é o rosto do futebol feminino do Sindicato desde 2012 e integra o Comité Mundial da FIFPro para a modalidade, salientando “o orgulho que tem nas jogadoras portuguesas, no número crescente de clubes que oferecem condições profissionais e no caminho árduo percorrido para que as jogadoras alcancem um verdadeiro estatuto de igualdade.”

Entre as principais vicissitudes do futebol feminino em Portugal destacam-se a escassa oferta e reduzido número de praticantes; desistência prematura da prática desportiva; infra-estruturas e horários de treino desadequados; equipamentos deficitários; falta de apoio e tratamento adequado de lesões; dificuldade em articular a vida profissional, académica e familiar; apoios e ajudas de custo insuficientes; precariedade laboral e desinteresse generalizado dos media e dos adeptos.

O documento encontra-se disponível AQUI.

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