Abraham Marcus, o Golden Boy da Nigéria


Avançado de 21 anos voltou aos golos, com um bis na vitória do Feirense por 4-1 sobre o Leixões.

A luta pela subida à Primeira Liga promete ir até ao fim e o Feirense SAD continua a dar passos na sua caminhada de regresso ao principal escalão. No último jogo, somaram mais três pontos importantes, ao vencerem na casa do Leixões por 4-1. O Homem do Jogo foi mesmo Marcus, após bisar na partida.

O extremo nigeriano leva já 11 golos em 22 jogos disputados. Chegou a Portugal ainda em idade de júnior para representar o clube da Feira e foi lá que acabou por fazer a sua estreia como sénior nesta mesma temporada. Esta é já a melhor época de Marcus, que espera poder somar mais golos nas quatro jornadas restantes.

Abraham Marcus é o Craque da Semana da Liga Portugal 2 para o Sindicato dos Jogadores.

Marcaste dois golos no último jogo, a fechar a primeira e a segunda parte. Foi a melhor forma de dar alguma tranquilidade à equipa e conquistar os três pontos?
Como disse o nosso treinador, conseguimos uma vitória importante e merecida. A equipa fez um bom jogo, criámos várias oportunidades e demos sequência ao triunfo da jornada passada. O jogo correu-me bem, tento sempre ajudar a equipa e fiquei, naturalmente, satisfeito pelos dois golos e pelos três pontos.

Tens sido uma das revelações deste campeonato, com 11 golos marcados em 22 jogos. A quatro jornadas do fim, esperas aumentar este registo?
A minha grande motivação é ajudar a equipa a alcançar os seus objetivos. Treino diariamente para crescer como jogador, estou num clube onde tenho uma equipa técnica e colegas de equipa que me ajudam imenso a melhorar o meu futebol. Os golos são frutos desse trabalho e dessa aprendizagem. Tudo farei para marcar mais golos ou fazer assistências nestas últimas jornadas, para ajudar o Feirense a somar vitórias. Se possível, quatro vitórias.

Vieste para Portugal ainda com idade de júnior. Foi fácil a adaptação a um novo país e uma nova realidade?
Já jogavam alguns nigerianos no Feirense, o que ajudou à adaptação inicial. Fui muito bem integrado na equipa e na estrutura. A SAD deu-me todo o apoio necessário para estar apenas concentrado no futebol. Tive aulas de português, mas toda a gente fala inglês e, nessa parte, foi fácil. Encontrei excelentes condições de trabalho, temos um Complexo Desportivo ao nível dos melhores do país com vários relvados.

Esta época reencontraste o mister Rui Ferreira, que já tinha sido teu treinador nos sub-23. Foi uma pessoa importante para o teu crescimento como jogador?
Sim, claro. É um treinador que defende uma ideia de jogo que me agrada, que dá liberdade aos jogadores, nomeadamente aos da frente. É um treinador atento aos pormenores, que muitas vezes nos chama à parte para corrigir movimentos ou posicionamentos. Cresci muito com ele, mas também com o treinador anterior, o mister Tiago Conde.

Representar a seleção da Nigéria está nos teus planos?
É um sonho, claro. Adoro o meu país e seria um orgulho para mim, um dia, chegar à Seleção Nacional.

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