Filho e neto de Sousa sabe jogar e marcar


Afonso Sousa foi parte ativa na vitória do Belenenses SAD frente ao Gil Vicente, por 2-1.

O apelido não engana: filho de Ricardo Sousa e neto de António Sousa, Afonso não poderia querer outra coisa para a vida que não o futebol. Com apenas 20 anos, o médio está a fazer a sua época de estreia na Primeira Liga, mas já tem um currículo respeitável. Em 2019 venceu a UEFA Youth League pelo FC Porto e, entre os vários escalões jovens da seleção, conta já com 36 internacionalizações.

Com um futuro promissor, o jovem jogador soma 27 jogos e um total de 1520 minutos, não tendo disputado apenas uma jornada do campeonato. No último jogo, Afonso Sousa voltou a mostrar o porquê de ser uma aposta sólida de Petit e fez o golo do empate frente ao Gil Vicente, antes de o colega Chico Teixeira confirmar a reviravolta no resultado, ao cair do pano.

Afonso Sousa é o Craque da Semana da Primeira Liga para o Sindicato dos Jogadores.

No último jogo fizeste o teu segundo golo da época e foste uma peça chave na vitória do Belenenses SAD. Ser um dos marcadores dá um outro sabor aos três pontos?
Claro que sim. É sempre diferente teres a tua imagem no jogo. Por mais que faças um bom jogo, sem dúvida que deixares a tua marca com um golo é sempre bom. No entanto, o mais importante são os três pontos e ajudar a equipa, claro.

Esta é a tua época de estreia na Primeira Liga. Está a ser como imaginavas?
A partir do momento em que vim para o Belenenses SAD sabia que poderia ter minutos, que poderia jogar e assim que tive essa oportunidade agarrei-a. Conquistei a oportunidade e consegui realizar o sonho de jogar na Primeira Liga. Claro que quando chegas a este nível queres sempre mais e é o que eu quero todos os dias, nunca estou satisfeito. Acho que é assim que tens de pensar, porque se ficares na tua zona de conforto, acabas por complicar a vida.

E podemos dizer que chegaste para ficar?
Sim, claro que sim. Acho que todos os jogadores que chegam a um patamar como o da Primeira Liga querem cá ficar. Eu, além de querer permanecer na Primeira Liga portuguesa, quero também conquistar outros patamares, outras ligas mais importantes da Europa. Penso que é o objetivo de qualquer jogador.

Vindo de uma família de jogadores e, depois, treinadores, alguma vez quiseste ter uma profissão que não a futebolista?
Não. Sempre quis ser futebolista, desde pequenino. O meu pai dizia que mesmo quando eu era pequeno só queria era a bola e, desde que me lembro, que digo que o meu plano A é o futebol.

Tens apenas 20 anos, mas já contas com uma UEFA Youth League e 36 internacionalizações pelas seleções jovens de Portugal. Esperavas ter um currículo tão rico neste início de carreira?
Quando comecei a jogar pelo FC Porto, com 13 anos, claro que não pensei em ter uma ascensão tão grande. Mas quando tu começas a conquistar coisas, a conquistar o lugar tanto num clube grande como o FC Porto, como na Seleção…. A partir daí, sim, comecei a pensar numa carreira mais a sério e comecei a querer cada vez mais. Neste nível, quanto mais conquistas, mais queres conquistar. Esse vai ser sempre o meu lema.

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