De olho na Europa


Gonçalo Franco estreou-se a marcar na Primeira Liga e o seu golo valeu a manutenção do Moreirense.

O Moreirense venceu o Portimonense por 2-1, depois de ter começado o jogo a perder. O jovem Gonçalo Franco teve a pontaria certeira para assinar o tento da vitória e, assim, garantir a manutenção do clube na Primeira Liga. Para o médio de 20 anos, o seu primeiro golo não poderia ter surgido na melhor altura.

Depois de conquistar a titularidade frente ao Sporting, Gonçalo Franco tem sido um dos jovens mais promissores da Liga. Filho de Pedro Franco, ex-jogador, já mostrou que filho de peixe sabe nadar e chegou à Primeira Liga com a promessa de ter vindo para ficar. Agora, de olhos postos na possibilidade de levar o Moreirense à Europa, sonha já com um lugar entre os “meninos” de Rui Jorge.

Gonçalo Franco é o Craque da Semana da Primeira Liga para o Sindicato dos Jogadores.

Marcaste o teu primeiro golo como sénior e foi logo aquele que garantiu a permanência ao Moreirense. Foi o timing perfeito para a estreia a marcar na Primeira Liga?
Sim, acho que sim. Acho que foi o jogo ideal para fazer o meu primeiro golo na Primeira Liga. Conseguimos cumprir o objetivo que tínhamos para esta época, estou muito feliz por o termos cumprido num jogo tão difícil como este e estou muito feliz pelo golo, claro. Estou muito contente.

Depois desta vitória, o Moreirense aproximou-se do sexto lugar, que dá acesso a uma nova competição europeia, a UEFA Conference League. A partir de agora o objetivo é a Europa?
Depois de termos atingido o principal objetivo agora queremos olhar para cima, porque se ainda é possível conquistar novas coisas este ano, é para isso que vamos lutar. Esta sexta-feira temos mais um jogo difícil e vamos entrar em campo para isso mesmo – com o objetivo de tentar atingir os lugares de cima.

Chegaste este ano à Primeira Liga, com apenas 20 anos e agarraste a titularidade nos últimos jogos. A época está a correr melhor do que imaginavas?
Sim. Confesso que não tinha ideia de que ia jogar assim tanto. O meu objetivo, quando cheguei à Primeira Liga, era tentar jogar ao máximo e aproveitar todas as oportunidades que fossem surgindo. Consegui agarrar essa grande oportunidade no jogo em que me estreei, com o mister Vasco, contra o Sporting e ele tem-me dado oportunidades desde aí. Acho que também é merecido, porque trabalho muito para isso e estou muito feliz.

Já podemos dizer que vieste para ficar?
Sim [risos]. Felizmente, sim.

O teu pai também foi jogador. Foi ele que te “obrigou” a ser futebolista ou foi uma decisão tua?
Foi uma decisão minha. Claro que o facto de o meu pai estar ligado ao mundo do futebol, antes de eu começar a jogar, talvez possa ter ajudado um pouco. Eu ia aos jogos dele, às vezes ia aos treinos também, então, foi uma paixão criada desde pequeno e desde aí que houve uma ligação. Mas sim, fui sempre eu que quis seguir este caminho e felizmente está a correr bem. E espero que corra ainda melhor!

O próximo objetivo é conquistar um lugar na Seleção Nacional de Sub-21?
Sim, isso é um sonho. Era um sonho tornado realidade. Não é impossível, porque ninguém chega lá sem trabalho e sem dedicação. É um objetivo meu, ainda este ano ou num futuro breve, conseguir chegar à Seleção de Sub-21.

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