Conferência final do Projeto SPIN Women realizou-se em Viena


Evento decorreu ao longo de dois dias, entre 31 de maio e 1 de junho.

O projeto SPIN Women teve uma conferência final que se estendeu durante dois dias. O primeiro, dia 31 de maio, decorreu presencialmente em Viena, tendo sido transmitido online, para todos os interessados. No segundo dia, 1 de junho, a conferência foi exclusivamente à distância e transmitida via Zoom, para os inscritos, e no Youtube para os demais.

O primeiro dia da conferência foi transmitido apenas em alemão ao longo de três painéis, com diversos convidados. O grande tema de abertura centrou-se na discussão “A Inclusão de Mulheres Migrantes e Raparigas faz parte da agenda do desporto?” e teve como participantes Mirna Jukic-Berger, ex-campeã europeia e atleta olímpica medalhada de natação, Renate Anderl, presidente da Câmara de Trabalho Austríaca, Dieter Brosz, do Ministério Federal das Artes, Cultura, Função Pública e Desporto e Gabriele Heinisch-Hosek, Presidente da VIDC e ex-Ministra de Assuntos da Mulher.

Como também não poderia deixar de ser, o painel seguinte falou dos problemas de igualdade no “Desporto enquanto local de trabalho”. Asiye Sel, da Câmara de Trabalho de Viena, departamento feminino, Liu Jia, jogadora de ténis de mesa profissional e atleta olímpica Tóquio 2020, e Sarah Gregorius, Chefe de Política Global e Relações com as Partes Interessadas - Futebol Feminino, da FIFPro, foram as convidadas para debater o tema.

Para fechar o primeiro dia e a conferência presencial, Liu Jia voltou ao painel, com a jogadora de futebol Helia Mirzaei e a árbitra Vera Dumser, para a abertura da exposição “(In)visível – mulheres migrantes e minorias no desporto”.

O segundo dia da Conferência Final do projeto SPIN Women abriu com o tema “Racismo e Sexismo no Desporto: Dupla exclusão de mulheres migrantes”. Asma Aiad, cientista política, e Elisabeth Lechner, autora do livro “Riot, don’t diet”, foram as convidadas para a discussão. De seguida, Lulu Sabbati e Kayra Hohmann, duas investigadoras, juntaram-se a Victoria Schwenzer, da Camino e membro do SPIN Women, para realizarem dois workshops, com o fim de demonstrarem o resultado dos seus estudos no âmbito da inclusão de mulheres migrantes no desporto.

Outro problema que surge é a importância dos clubes e o seu papel enquanto gatekeepers. Estiveram presentes a abordar as problemáticas e as potenciais soluções cinco convidadas: Pearl Slattery, da Federação de Futebol da Irlanda, Marijke Fleuren, da Federação Europeia de Hóquei, Anna Ressmann, Presidente do comité feminino da Federação de Futebol de Viena, Merlina Linke, da Associação do Centro Juvenil de Viena e Ayisat Jussuf, treinadora e ex-internacional nigeriana.

A fechar dois dias cheios de convidados e discussões sobre inclusão e igualdade, Layla Mousa, da UISP, encarregou-se de fazer um resumo de toda a ação do SPIN Women ao longo destes dois anos e meio, salientando alguns dos projetos criados pelos parceiros, entre eles, uma publicação especial da revista W, do Sindicato dos Jogadores.

O capítulo SPIN Women está assim encerrado, mas a SPIN Network continuará a trabalhar e o Sindicato irá, igualmente, continuar com a rede, tal como fez ao longo dos seus 10 anos de existência.

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