O golo do campeão


Keffel fez o 1-0, que valeu o título de vencedor do Campeonato de Portugal ao Trofense.

Keffel estreou-se a marcar no campeonato e não podia ter pedido um melhor momento para o fazer. Saltou do banco e, aos 6 minutos do prolongamento, com a ajuda de outro suplente utilizado, Daniel Liberal, fez o golo que viria a valer a conquista do Campeonato de Portugal à equipa da Trofa.

Chegou este ano a Portugal e a adaptação não parece ter sido difícil. Com apenas 21 anos, o defesa esquerdo fez 16 jogos no Campeonato de Portugal no seu ano de estreia. Como se não fosse suficiente, celebrou uma subida de divisão à Segunda Liga e terminou a época com a cereja no topo do bolo: a conquista do troféu de campeão.

Herói improvável, o menino da defesa foi mesmo o marcador do golo decisivo. Numa altura em que todos contavam que o jogo acabasse por ir até às grandes penalidades, o brasileiro mostrou que também sabe marcar.

Keffel é o Craque da Semana do Campeonato de Portugal para o Sindicato dos Jogadores.

Com a época oficialmente encerrada em Portugal, o Craque da Semana regressa no arranque da temporada 2021/22, com algumas novidades.

O golo de ontem foi o mais importante da tua carreira até ao momento?
Sim, posso dizer com todas as certezas que foi o melhor momento da minha carreira até agora. Também ainda sou jovem, mas passar por um momento destes…. Nem nos meus melhores sonhos imaginava isto.

Enquanto jogador cuja função principal não é marcar, sentes que o golo se tornou ainda mais especial?
Sem dúvida! Ainda por cima para um defesa esquerdo, a probabilidade é baixa. A função principal é defender e só depois atacar e surgir a oportunidade durante o jogo de marcar um golo…. Acho que é um momento inesquecível e muito importante.

O Trofense garantiu o primeiro lugar da fase regular sobre a linha de meta e na fase de acesso à Liga 2 também foi na última jornada que tudo ficou decidido. Qual foi o momento da época mais decisivo para continuarem na luta pelo título de campeão?
Acho que o momento mais importante para nós foi em casa, frente ao Pevidém, onde ganhámos 2-0. Foi um jogo chave para conseguirmos tanto o acesso à Segunda Liga, como o título. Isto porque era um jogo muito difícil e precisávamos de um bom resultado para nos mantermos vivos.

Como é saltar do banco para entrar num jogo tão importante como este?
É um sentimento de muito orgulho. E isto é fruto de muito trabalho. Quando estamos no banco, temos de estar sempre atentos, ligados, porque qualquer um pode ser chamado para entrar e decidir o jogo. Temos de estar prontos, pelo menos, é o mínimo. Quem entrou, entrou bem e… porra! [risos] Eu fui abençoado com um golo e não há nada melhor que isso!

E estavas mais nervoso sentado no banco, a ver o jogo de fora, ou quando o mister te chamou para entrares?
Ah, quando eu entro nos jogos normalmente estou mais tranquilo. Nestes jogos assim, é incrível. Senti um friozinho na barriga, mas depois quando a bola começou a rolar, passou tudo.

Agora que terminou a época, já pensas no futuro, na próxima temporada, ou por agora é tempo de descansar?
Acho que ainda é momento de festejar! Quero aproveitar também as férias e deixar essas coisas para o meu empresário, para o meu agente e seja o que Deus quiser. Que venha sempre um futuro melhor para mim.

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