FIFPRO e Sindicato avaliam impacto das lesões cerebrais nos jogadores


Investigação científica no âmbito do 24.º Estágio do Jogador une as duas entidades.

A FIFPRO e o Sindicato dos Jogadores vão desenvolver durante esta semana, entre os dias 3 e 7 de agosto, um estudo científico sobre o impacto das lesões cerebrais na saúde dos jogadores de futebol, no âmbito do 24.º Estágio do Jogador.

O principal objetivo desta investigação passa por avaliar os impactos na cabeça dos jogadores – colisões e cabeceamentos – em situações de treino e de jogo. No futebol profissional, os impactos na cabeça têm sido alvo de crescente escrutínio, devido às suas potenciais consequências para a saúde a curto e longo prazo, incluindo concussões cerebrais e declínio neurocognitivo.

Este estudo já foi desenvolvido noutros países europeus, membros da FIFPRO, chegando agora a Portugal e contando com a colaboração e participação de 20 participantes do 24.º Estágio do Jogador, iniciativa do Sindicato dos Jogadores para futebolistas sem clube.

Apesar da crescente preocupação, existe uma falta de dados válidos em tempo real sobre a frequência, a força e as características dos impactos na cabeça, bem como os seus efeitos imediatos na saúde cerebral dos jogadores de futebol. Para colmatar esta lacuna, as associações nacionais de jogadores de Inglaterra (Professional Footballers Association), Finlândia (Jalkapallon Pelaajayhdistys Ry), Israel (Israel Football Players Organization), Malta (Malta Football Players Association) e Países Baixos (Vereniging van Contractspelers), aos quais se junta agora Portugal (Sindicato dos Jogadores), em colaboração com a FIFPRO (Football Players Worldwide), iniciaram um projeto com o objetivo de avaliar os impactos na cabeça durante os treinos e jogos entre jogadores de futebol profissionais e explorar os efeitos diretos desses impactos na saúde cerebral.

Cada sessão de treino e jogo será filmada e analisada para quantificar o número de impactos na cabeça, e um protetor bucal equipado com um sensor será utilizado durante o treino e/ou jogo para quantificar a força associada aos impactos na cabeça.

O estudo está a ser acompanhado no terreno por Vincent Gouttebarge, diretor clínico da FIFPRO, Freya Lähteenmäki, da equipa de investigação da FIFPRO, e pelo dentista Pedro Cebola.

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