Joaquim Evangelista debateu Manual de Licenciamento da Liga


Presidente do Sindicato entre os oradores do webinar promovido pela Liga Portugal.

“Manual de Licenciamento – Novas Exigências” foi a temática deste painel do webinar que amplifica o Thinking Football Summit, cimeira que se realizará em setembro, que contou com a presença de Sónia Carneiro (Diretora Executiva Coordenadora da Liga Portugal), Joaquim Evangelista (Presidente do Sindicato dos Jogadores), Paulo Meneses (Presidente do FC Paços de Ferreira) e José Maria Montenegro (membro da Comissão de Auditoria da Liga Portugal). O moderador desta sessão foi o jornalista António Barroso.

Os convidados falaram sobre novidades e novas exigências, da importância do Manual para as competições, evolução do Manual de Licenciamento, aumento das exigências dos pressupostos, pressupostos financeiros em pandemia, do diálogo entre o Sindicato e clubes em tempo de pandemia e discutiram-se propostas para a próxima época.

O presidente do Sindicato dos Jogadores, Joaquim Evangelista, falou sobre a importância do Manual para as competições, admitindo que “muita coisa mudou para melhor” e que “o Sindicato se orgulha de fazer parte dessa mudança. É inegável que a credibilidade de uma competição depende essencialmente da sua transparência.”

Relativamente ao diálogo entre o Sindicato e os clubes durante a pandemia, Paulo Meneses, Presidente do Paços de Ferreira, considera que “o Sindicato e a Liga têm tido um papel fundamental”, e apesar de ter sido “crítico em relação a várias situações”, reconhece “quer na Liga quer no Sindicato uma grande capacidade de solidariedade”.

Nas propostas para a próxima época, Joaquim Evangelista reforçou que ainda “existem algumas arestas por limar”, como por exemplo ainda se aceitar “o acordo diferido do pagamento de obrigações salariais. Isso ainda possibilita que possa haver incumprimento salarial”. “Outra questão passa pelo facto de um clube que venha do Campeonato de Portugal poder inscrever a equipa livremente, independentemente da regularização das dívidas judicialmente reconhecidas.”

O presidente do Sindicato terminou a sua intervenção deixando um apelo: “Neste período, perante fenómenos de incumprimento, era importante os clubes terem a capacidade de antecipar problemas. Aquilo que aconteceu com o Aves foi dramático, e não podemos andar sempre no fio da navalha. Os clubes que têm dificuldades têm de ter a coragem de se relacionar com a Liga e o Sindicato, de forma a procurarmos soluções atempadamente, e esta mensagem é muito importante, ainda mais em contexto pandémico.”

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