Sindicato reuniu com o plantel do Varzim e acionou Fundo de Garantia Salarial


Em causa o atraso de três meses no pagamento de salários.

Atendendo à gravidade da situação, com três meses de salários em atraso, o Sindicato dos Jogadores reuniu na manhã desta quarta-feira, 6 de março, com o plantel do Varzim, atualmente a competir na fase de apuramento do campeão da Liga 3.

Foi decidido ativar o Fundo de Garantia Salarial para as competições não profissionais.

Recorde-se que os jogadores do Varzim SC têm enfrentado uma situação particularmente difícil desde a demissão da Direção, o que levou à nomeação de uma Comissão Administrativa para gerir os destinos do clube.

No seguimento desta reunião, ficou decidido que o Sindicato dos Jogadores irá interpelar as entidades competentes, nomeadamente a Comissão Administrativa em funções e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), organizador da competição, para garantir uma resposta ao problema.

O presidente do Sindicato dos Jogadores, Joaquim Evangelista, lamenta a situação por que passa o plantel do Varzim:

“O Sindicato tem acompanhado o caso do Varzim e quero realçar que os jogadores têm tido uma postura de cooperação e enorme profissionalismo. Apesar deste compromisso coletivo, a situação chegou ao limite e não há uma resposta concreta do clube. Neste momento o plantel exige respostas e tomará uma posição de força, caso a situação não seja resolvida. Apesar da melhoria ao nível dos mecanismos de licenciamento e controlo salarial nos últimos anos, é inaceitável que casos como este continuem a suceder.”

Ricardo, capitão do Varzim, foi o porta-voz do plantel, rejeitou a hipótese de uma greve, mas deixou um alerta:

“Expusemos os nossos problemas nesta reunião com o Sindicato, transmitimos a nossa situação atual e pedimos ajuda porque atingimos o nosso limite e já existem situações complicadas para resolver. O Sindicato vai ajudar-nos a tentar minimizar o problema e veio prestar-nos solidariedade e dizer que está do nosso lado. Os jogadores têm muito poder porque somos os verdadeiros artistas e temos de usar esse poder para reivindicar os nossos direitos. Nunca passou pela nossa cabeça fazer greve ou parar de treinar, porque o nosso profissionalismo nunca será posto em causa, independentemente de não cumprirem connosco.”

Partilhar